domingo, 20 de fevereiro de 2011

Novo álbum de Radiohead - The King of Limbs

Depois de In Rainbows, de 2007, The King of Limbs é o nome do novo álbum dos ingleses Radiohead e está desde ontem disponível para download legal (7€ mp3 e 11€ wav) no site oficial da banda. A edição física, numa embalagem especial com 1 cd, 2 vinis e várias imagens (ao preço de 36€) está prevista para dia 9 de Maio, mas já pode ser encomendada também através do site.

É o regresso de uma das mais inovadoras e aclamadas bandas das duas últimas décadas, que viu "Ok Computer", a sua "masterpiece", ser elevado a álbum de culto pelos fãs e pela crítica, rendendo-lhe, especialmente a partir daí, um lugar único e especial em toda a história do Rock.

Qualquer álbum de Radiohead, é desde logo, sinónimo de elevadíssima qualidade musical! Pelo menos foi a isso que Thom Yorke e companhia nos habituaram ao longo do tempo, e a julgar pelo vídeoclip da primeira música, Lotus Flower, já a rodar no youtube, mais uma vez não defraudaram as expectativas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fado-Metal?!

Tirando as vestes negras, o que é que até à data unia o Fado ao Metal? Musicalmente nada! Mas ao que parece agora já existe um Barco, também Negro, que faz a travessia de uma margem musical à outra. Ao leme, Samuel Velho, um jovem músico e produtor com uma boa dose de talento e ousadia, que se lembrou de fundir a raiz musical e tradicional portuguesa ao músculo do Metal, pegando numa célebre música de Amália Rodrigues, e dando-lhe uma roupagem mais pesada, sem deixar de lado uma certa dose de humor bem patente nesta cover. Não se trata de gozar com o estilo, ou afrontar puritanismos bacocos, mas sim de lançar um novo olhar, ou antes um ouvido mais descomplexado para o Fado.

Com voz, composição instrumental, produção e masterização totalmente a cargo de Samuel Velho, a canção já roda na página oficial do artista e no youtube. Aqui fica o vídeo, que já ultrapassou as 1000 visualizações no canal até à data...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Álbuns de Referência

Eleger o melhor álbum do Rock ou de qualquer outra categoria musical não só é ingrato, como é no mínimo ridículo. Se não vejamos: antes de mais convém definir quais são os critérios de avaliação correctos para atribuir esse “troféu, e desde logo salta à vista o aspecto comercial para tirar as teimas, afinal costuma-se dizer que os números não enganam. Contabiliza-se o número de cópias vendidas de determinado álbum, quantos hit-singles dele se extraíram, o airplay conseguido em rádios, tv e agora internet, e até aquele hitezinho que conseguiu um cachet extraordinário para a banda ou músico num qualquer anúncio de publicidade. Ora nada disto é sinónimo de qualidade musical, apenas de bom suporte comercial.

Depois há os eruditos da matéria, os críticos, que analisam os diversos aspectos musicais, tais como o nível de composição e execução das faixas que compõem um álbum, a parte instrumental, as letras, o alinhamento, o conceito (se houver), a qualidade sonora, o grafismo etc… mas cada crítico, apesar de um ouvido mais apurado que os demais ouvintes, não deixa de ser uma pessoa com gostos e desgostos pessoais, cuja opinião nunca é de todo imparcial e se subjuga antes às suas tendências auditivas, o que torna sempre muito subjectiva qualquer crítica ou juízo de valor que faça.

Talvez o fenómeno mais fidedigno de avaliação sejam os inquéritos de opinião junto do público, onde através de voto este elege os seus álbuns predilectos, e o mais votado recebe o prémio de “melhor álbum”. Contudo nem todos os fãs são entusiastas destes actos eleitorais e a diversidade de ouvintes é por natureza incompatível com a consensualidade entre eles, gerando sempre minorias orgulhosas, que não raras vezes são mais instruídos musicalmente que as grandes massas afectas a hypes, e como tal não se revêem nos eleitos destas.

Por estas razões e mais algumas, como a questão do género e sub-género em que cada um cataloga determinado álbum (Rock, Metal… Melódico, Progressivo…etc) é sempre muito dúbia e subjectiva a dita “eleição suprema”, o “melhor dos melhores”. Não existe tal coisa como “o melhor álbum”. Existem sim “álbuns de referência”, que por uma razão ou outra marcaram uma era, uma geração, uma inovação no espectro musical, um quebrar com qualquer coisa e iniciar outra, etc. No Rock lembro-me agora de um Dark Side of The Moon dos Pink Floyd, um London Calling dos The Clash, um Master Of Puppets dos Metallica ou Nevermind dos Nirvana, entre outros “enésimos álbuns de referência” que por uma razão ou outra ficaram para a história.

Neste sentido convidamos todos os Rockeiros a partilharem connosco quais são os vossos álbuns de referência dentro dos estilos que apreciam. Desta forma também nos estarão a ajudar a elaborar as melhores playlists para passar nos bares ROCKgardenCLUB.